O início de um novo ciclo profissional é uma grande oportunidade de se dedicar a atividades mais condizentes com seus valores e expectativas. Saiba mais!
O início de um novo ciclo profissional é uma oportunidade de tornar nossa atuação mais significativa e de acordo com nosso projeto de vida.
Mas também pode ser bastante desafiador, afinal, é necessário se reinventar diante de novas situações, e desenvolver habilidades que não foram utilizadas anteriormente.
Pensando nisso, entrevistamos Mariam Dimitri, consultora associada da Blumen Consultoria, que abordou o assunto. Confira seu breve currículo:
- Psicóloga clínica e consultora especializada em orientação profissional com abordagem sistêmica, utilizando a metodologia de projetos.
- Dedica-se a iniciativas voltadas ao fortalecimento e protagonismo das pessoas e na formulação de alternativas de trabalho significativo e realizador.
- Possui mais de 30 anos de experiência na área de Recursos Humanos, em empresas nacionais e multinacionais como TV Cultura, Porto Seguro, NEC do Brasil e Dimitri & Martins, englobando a coordenação e prestação de serviços em desenvolvimento pessoal e organizacional, captação e retenção de talentos, elaboração e realização de treinamentos e assessment.
- Formada em Psicologia pela PUC, Pedagogia pela USP e com especialização em Constelações Organizacionais pela IBSSistêmica, Psicologia Social e do Trabalho pelo Instituto Sedes Sapientiae e em Psicodrama pela ABPS.
Início de um novo ciclo profissional: oportunidade de reinvenção e realização
De acordo com Mariam, o início de um novo ciclo profissional é uma oportunidade de olhar mais profundamente para si mesmo e de escolher mais livremente, e com flexibilidade, entre diferentes atividades significativas para contribuir com a sociedade com a nossa melhor versão.
“É a oportunidade de desempenharmos um papel futuro, possível de tornar a nossa trajetória melhor e mais realizadora.”.
Ela destaca que, especialmente para os profissionais 50+, o desenho do início de um novo ciclo profissional é cada vez mais necessário.
“Os chamados ‘seniores’ têm se mostrado bastante mobilizados a continuarem ativos, disponibilizando suas experiências e competências e criando novos valores para as organizações e para o mundo à nossa volta”.
Conforme explica, esse planejamento requer um movimento triplo de construção de autoconfiança, autorrespeito e autoestima a partir do autoconhecimento, na busca de uma nova identidade pessoal e profissional.
“O primeiro passo é refletir se essa ‘reinvenção’ profissional está alinhada com o projeto de vida de cada um. A identificação e a construção de formas de trabalho futuras devem considerar diversos aspectos essenciais relacionados aos nossos desejos para esse período”.
Para Mariam, essa mudança é uma oportunidade única e especial de cada pessoa ser protagonista, usando seu potencial plenamente e buscando fazer aquilo que deseja para encontrar o equilíbrio entre as demandas da vida profissional, familiar e de suas próprias necessidades, que vão se modificando ao longo do tempo.
“Nesse sentido, é importante iniciar com uma autoavaliação das 7 dimensões essenciais da vida: identidade, trabalho, relacionamentos, finanças, qualidade de vida, saúde e sentido da vida. É um retrato do seu momento atual e também possibilita verificar como as suas escolhas irão impactar essas dimensões em seu equilíbrio desejável”, acrescenta.
Mariam ressalta que, na transição para o início de um novo ciclo profissional, cada pessoa deve olhar para sua história e procurar entender melhor a sua individualidade, os padrões e valores sustentadores de sua vida e carreira, quais papéis sociais desempenhou e como influenciaram sobre quem ela é hoje.
“Ao mesmo tempo que nos leva a um nível mais elevado de consciência dos aprendizados acumulados, essa reflexão pode ajudar a construir uma visão mais realista do futuro desejado”.
Muito além do início de um novo ciclo profissional
Segundo Mariam, para os profissionais seniores 50+, um novo ciclo pode representar ir além da busca por uma recolocação profissional.
“Pode significar pensar em outras possibilidades de trabalho que tragam realização pessoal e profissional, e que podem estar relacionadas à consultoria, empreendedorismo, dedicação a atividades acadêmicas, participação em conselhos de administração ou, algo que vem sendo bastante divulgado, o TaaS (Talent as a Service), no qual profissionais experientes trabalham part-time em setores específicos das empresas”, ressalta.
De acordo com ela, esse percurso envolve quatro outros passos: uma narrativa retrospectiva, identificando as competências e forças profissionais distintivas, além de interesses por vezes esquecidos; uma narrativa prospectiva, explorando o futuro e as diferentes possibilidades, criando uma versão ilimitada de si mesmo; a construção de um propósito pessoal e profissional para esse novo ciclo, ressignificando seus talentos; e por fim, transformar as escolhas de alternativas possíveis em um novo projeto de vida e carreira e testá-lo para realinhar objetivos e processos.
Mariam ainda revela que as principais habilidades nesse processo são a resiliência, a persistência, o contínuo autoconhecimento e a coerência com os próprios valores e expectativas.
“É importante que essa jornada de reflexão seja compartilhada com pessoas próximas e também conte com o acompanhamento e orientação de uma consultoria especializada, como a Blumen, que é capaz de acompanhar o profissional nesse momento de incertezas, anseios e desafios a serem superados”.
Conclusão
Neste artigo, abordamos os desafios e oportunidades relacionadas ao início de um novo ciclo profissional. Se você gostou deste conteúdo, compartilhe com outra pessoa que se interesse pelo tema.
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