Recolocação profissional de executivos: guia completo para quem deseja conquistar uma excelente oportunidade de emprego

Homem estende a mão para cumprimentar o recrutador após conseguir a recolocação profissional de executivo

 

Recorrer aos serviços de uma consultoria pode tornar o processo de recolocação profissional de executivos menos árduo, não apenas auxiliando-o a encontrar as oportunidades presentes no mercado de trabalho, mas também indicando todos os cuidados necessários que podem fazer a diferença na hora de conseguir um novo emprego. Veja neste artigo alguns cuidados fundamentais ao buscar sua recolocação profissional.

 

Os serviços de consultoria para a recolocação profissional de executivos têm a função de auxiliar na apresentação pessoal do contratante (reelaboração do currículo, preparo para entrevistas, revisão do perfil no Linkedin etc) e na busca de oportunidades (indicações para headhunters, por exemplo), contribuindo para a reinserção do indivíduo no mercado de trabalho. 

Ela abre frentes facilitadoras, porém é fundamental que o profissional mantenha expectativas coerentes e tenha ciência de que uma série de fatores influenciam nessa conquista. 

A consultoria não pode garantir, por si só, a recolocação profissional do executivo. Contudo, ela pode ampliar seu espectro de oportunidades e, tomando certos “cuidados”, as chances do candidato podem aumentar consideravelmente. 

Para compartilhar informações e recomendações preciosas aos executivos que buscam recolocação profissional, ouvimos dois profissionais da área:

  • Daniel Blumen é sócio-diretor da Blumen Consultoria. Ao longo de 25 anos foi executivo nas áreas de marketing e inovação em multinacionais como Sherwin Williams, Merck, Pfizer, Wyeth e Boehringer Ingelheim. Formado em Comunicação Social, com MBA em Administração Estratégica pela FIA e pós-graduação em Marketing na ESPM, atualmente cursa Mestrado em Gestão de Pessoas pela FGV.

 

  • Richard Lawrence é fundador e CEO da PowerTalk Brazil, uma empresa criada para ajudar profissionais brasileiros a ganharem confiança e credibilidade quando precisam falar em público ou serem entrevistados. Executivo sênior, com mais de 30 anos de experiência profissional internacional, as qualificações de Richard incluem um MBA da Essec Business School (França) e certificação como Treinador profissional pelo Institute of Leadership & Management (City and Guilds of London Institute – principal provisor de qualificações e treinamentos em liderança, coaching e gestão do Reino Unido) e pela NCFE (Northern Council for Further Education – Reino Unido). Ele também é certificado em Coaching pela Columbia Coaching Certification Program da University of Columbia (New York). 

 


Agora que você conhece um pouco mais sobre a trajetória profissional de nossos entrevistados, acompanhe as suas recomendações:

 

RECOMENDAÇÕES DE DANIEL BLUMEN 

 

  • Dê atenção especial ao currículo

O currículo não é apenas um documento de apresentação que formaliza a trajetória profissional do indivíduo. Ele é também o “cartão de visitas” que abre as possibilidades para que o recrutador se interesse em conhecer mais sobre o candidato. Assim, é fundamental elaborar um currículo consistente e estruturado, que ressalte suas habilidades e mostre seus resultados conquistados.  

Daniel ainda dá uma outra dica valiosa: “esteja atento ao uso de palavras-chaves, principalmente, quando for aplicar o CV para as posições ofertadas no Linkedin e outros sites de empregos. Normalmente, estas plataformas têm um mecanismo de busca totalmente atrelado a elas. Se o seu currículo possuir as palavras-chaves relacionadas à vaga que você busca, maiores são as chances de seu CV ser encontrado pelos recrutadores. 

 

  • Marketing pessoal também é crucial 

Um dos aspectos mais importantes quando o tema é marketing pessoal é a aparência. Saber se vestir de acordo para uma entrevista de emprego é um cuidado que pode fazer diferença, sobretudo quando se fala em recolocação profissional de executivos. 

Outro aspecto bem importante relacionado ao marketing pessoal é a comunicação, falada e escrita. Daniel Blumen enfatiza: “Tenha muita atenção a escrita quando fizer uma abordagem por e-mail ou Whatsapp. Os erros de português, as gírias, a linguagem de internet e o uso de abreviações podem desfavorecer o candidato. É melhor ‘pecar’ pelo excesso”. Na dúvida, opte por um pouco mais de formalidade, ao invés de cometer erros ou gafes que possam prejudicá-lo.

 

  • Invista em seu networking

Segundo Daniel, “o networking é algo que deve ser construído desde o começo da carreira. Deixar para construí-lo quando você for demitido, pode ser tarde.” 

Por isso, lembre-se sempre de fomentar seu networking com as pessoas que trabalharam com você, seus amigos e familiares, em áreas de convívio (clube, igreja, academia), com ex-chefes e, até mesmo, com headhunters que um dia já o abordaram. No caso destes profissionais, a dica de Daniel é: “se mantenha disponível como fonte de consulta, afinal, esses profissionais estão sempre em busca de talentos. Ao indicar pessoas para eles, você mantém a comunicação ativa. Assim, caso seja  desligado da empresa e precise do apoio dele algum dia, será mais fácil entrar em contato”.

Caso já esteja à procura de recolocação profissional, lembre-se de que é essencial ativar essa rede de relacionamentos. Se você não explicitar aos seus contatos que está buscando uma oportunidade, ninguém ficará sabendo. Contudo, seja preciso, entrando em contato com as pessoas certas, que têm estima por você. Isso aumentará as suas chances de conseguir uma atenção especial na hora de ter seu CV recebido e analisado. 

Lembre-se também que o fundamental não é a quantidade de interações, mas a qualidade das mesmas. Procure focar sua atenção em pessoas em quem você vê um potencial de relacionamento futuro. E ao conversar com elas, cuidado com o egocentrismo. Demonstre interesse pela outra pessoa e estabeleça uma comunicação com espaço para escuta e troca. A abordagem literal — “Você tem uma vaga?” — nunca deve ser utilizada. Busque dialogar sobre sua área, o mercado de trabalho e as oportunidades, peça conselhos de como você pode abordar o mercado, veja se a pessoa pode te apresentar conhecidos dela, assim você aumenta sua rede de contatos. Sempre se coloque disponível para qualquer ajuda.

Fomentar o networking digital via Linkedin também pode ser um caminho oportuno para a  recolocação profissional de executivos. A rede social tem sido amplamente utilizada e vem se mostrando eficiente para quem está em busca de oportunidades. Contudo, é importante não sair “disparando” convites de conexões para pessoas desconhecidas. Procure primeiro contatos em comum com elas. É sempre mais eficiente e educado ser indicado por alguém, antes de enviar um pedido de conexão. 

 

 

  • Esteja em sintonia com as novas tecnologias

É crucial que os profissionais, principalmente aqueles que almejam altos cargos, como os executivos, estejam atualizados e familiarizados com a tecnologia. Isto porque os processos de recrutamento e seleção estão cada vez mais atrelados a tais recursos. 

Atualmente, muitas entrevistas de emprego são feitas de modo on-line. Conforme relata Daniel, “algumas nem contam com a presença do recrutador. As perguntas são enviadas para a tela do computador do candidato e ele tem um tempo para responder olhando para a câmera”. Assim, é preciso estar preparado para essas novas modalidades de seleção.

Há também processos de recrutamento que solicitam pré-entrevistas gravadas e/ou vídeo-currículo. Por isso, saber gravar um material de qualidade é aconselhável. Em vídeos como este, o foco deve ser chamar a atenção do recrutador explicitando sua singularidade, apresentando como você se diferencia dos prováveis concorrentes, como você é único. Tem que ser uma venda do seu perfil e potencial em apenas 2 minutos. Por isso é bom se preparar e fazer um roteiro.

Ainda sobre tecnologia, Daniel Blumen volta a enfatizar a importância do uso das palavras-chaves. É fundamental que o executivo compreenda como os robôs do Linkedin e de sites de vagas funcionam, já que estas ferramentas de busca têm sido muito utilizadas pelos recrutadores. Daniel destaca aqui o motivo pelo qual é essencial que no currículo sejam aplicadas as palavras-chaves relacionadas à oportunidade que o candidato procura. “Assim, as chances dele ser encontrado por meio dos algoritmos são muito maiores”.

 

 

RECOMENDAÇÕES DE RICHARD LAWRENCE 

 

  • Tenha clareza sobre seu propósito

Richard Lawrence salienta a importância de o candidato ter clareza sobre seu propósito. “Muitas vezes, quando treino executivos para serem entrevistados, vejo que muitos deles não têm propósito e objetivos em suas falas”. Contudo, conhecer o propósito do candidato e verificar se este se alinha com o da organização é justamente um dos pontos principais que o recrutador busca compreender durante a entrevista. Por isso, é essencial refletir sobre seus objetivos e se preparar para conseguir expressar com clareza seu propósito.

 

 

  •  Esteja preparado para todas as modalidades de entrevistas

Além de entrevistas mediadas pelas novas tecnologias, algumas empresas têm optado por processos seletivos com escopo mais aberto, mesmo quando se trata de recolocação profissional de executivos. Conforme relata Richard, “há entrevistas com um tom mais emocional, nas quais são feitas perguntas do tipo: ‘como você está se sentido?’. Muitas vezes os executivos não estão preparados para esse tipo de entrevista.” Vale se precaver e praticar respostas para se sentir apto e seguro nas mais variadas modalidades de seleção.

 

 

  • Seja realista quanto ao seu nível de inglês

Exagerar suas habilidades, principalmente, em relação ao domínio de outras línguas pode ser uma falha grave para a recolocação profissional de executivos. Segundo Lawrence, “muitos profissionais acreditam que têm um nível de inglês fluente. Porém, no momento da entrevista, travam”. 

Dependendo do nível de inglês do recrutador (caso ele fale muito bem, por exemplo), a não fluência pode ficar ainda mais evidente. Por isso, tome cuidado e só coloque fluência caso se sinta apto e com largo domínio da língua.

 

 

  •  Controle seu nervosismo

Uma situação de entrevista normalmente é intensa e gera certo nervosismo. Isso acontece porque, em condições adversas, nosso corpo age em estado de alerta, promovendo uma série de reações químicas em nosso cérebro, que levam a liberação de adrenalina em nossa corrente sanguínea. “É realmente uma reação de defesa”, afirma Richard.

Apesar de ser um processo natural de nosso corpo, vale se usar de estratégias para conter reações que podem ser prejudiciais para a recolocação profissional de executivos. “Por vezes, o recrutador percebe este nervosismo no candidato: a pessoa começa a suar, se mexer muito na cadeira. Há pessoas que não conseguem conter o nervosismo. Para essas e para todos, tenho uma dica: a respiração”.

Lawrence sugere a atenção a respiração, indicando que ela seja feita de maneira profunda e lenta. Segundo o profissional, este é um excelente caminho para controlar o nervosismo. Além disso, o treinador em comunicação e oratória ainda dá uma dica valiosa: “Há também um pequeno ‘truque’ de acupressure, muito utilizado pelos seguidores de mindfulness, que também contribui para o relaxamento: apertar o vão entre o dedão e o dedo indicador. Pressionar este ponto ajuda a relaxar”.

 

 

  • Use a voz ao seu favor 

A voz é um grande instrumento. Por meio dela é possível transmitir credibilidade ou total desconfiança. “A pessoa quando está nervosa tende a falar rápido”, revela Richard. Assim, ele ressalta a importância de dar pausas e silêncios antes de dizer algo que você deseje enfatizar. 

Além disso, ele também orienta a prestar atenção se você desenvolve variações rítmicas, tonais e de altura enquanto fala. “Vá mais rápido, mais devagar, mais alto no volume, diminua o volume. Não seja ‘monofásico’. Imagine a quantidade de palavras que o recrutador vai ouvir ao longo do dia. Então, tente chamar a atenção dele se diferenciando”. 

Dirigir sua atenção e escuta para o modo como você fala, além de outras técnicas de oratória, pode ser um ótimo treino para reconhecer formas de estabelecer uma comunicação mais assertiva e de alta credibilidade, auxiliando na recolocação profissional de executivos.

 

 

  • O contato visual também é crucial

Fixar o olhar demasiadamente pode ser muito agressivo. Assim como evitar o contato visual também pode causar prejuízos. Richard nos dá um exemplo: “Você está em uma sala, em uma entrevista presencial com 5 pessoas. Você não gostou de uma e não olha para ela em nenhum momento. Imagine se ela é a pessoa que dá a palavra final sobre a vaga e sobre quem será recrutado. Será que você conquista esta oportunidade de emprego?”. 

Nosso olhar comunica, por isso é fundamental percebê-lo. Contar com um referencial externo, por meio de um treinamento, pode ajudar a ampliar sua percepção e a compreender as possibilidades de utilização do olhar a seu favor.

 

 

  • Postura e gestual também comunicam

Você já deve ter ouvido a expressão “o corpo fala”. Assim, dar atenção a essa comunicação que, muitas vezes, acontece de modo involuntário, pode ser crucial. Afinal, você pode proferir um discurso firme e coerente, mas seu corpo pode “trai-lo”, dando indicações de fragilidades, tensões e agressividade. Nesse sentido, alguns detalhes podem fazer diferença:

 

  • Sorria ao entrar na sala. A outra pessoa também vai sorrir, já que, assim como o bocejo, um sorriso costuma ser “contagiante”. Isso vai ajudar a descontrair o ambiente. 

 

  • Quando estiver em pé, entrando na sala de entrevista, por exemplo, não coloque as mãos na frente do corpo (posição muito comum em vigilantes de casas noturnas) ou cruze os braços. Isso pode dar uma leitura de posição de defesa.

 

  • Sempre pergunte onde se sentar antes de fazê-lo. Se possível, sente-se de costas para uma janela. A luminosidade ajudará você a ver melhor as expressões do recrutador.

 

  • Sente-se bem. Se suas pernas estão cruzadas, que seja de forma tranquila e não apertadas demais, pois isso pode demonstrar tensão. 

 

  • Se você estiver tenso, os ombros ficarão um pouquinho mais pra cima. Procure endireitá-los e mantenha uma boa postura, ereta.

 

  • Gestos demais tiram o foco do que você está falando. Modere-os.

 

  • Quando sentado, não coloque a mão no bolso.

 

  • A mão no rosto pode indicar cansaço ou tédio. Na dúvida, procure descansá-las ao longo do corpo ou sobre as pernas.

 

  • Não se esqueça de desligar o celular. Não deixe em modo vibrador no bolso pois vai distraí-lo e pode mesmo assim fazer barulho.

 

 

  • Aperto de mão na medida  

Entrevistas presenciais, normalmente, iniciam com um aperto de mão. Pode não parecer, mas esse primeiro gesto também dá indicativos sobre você. Como lembra Richard, “têm pessoas com aperto de mão muito fraco. Outras têm o aperto de mão muito forte”. Se você sente que se encaixa em algum desses extremos, procure praticar. Há na internet vários vídeos que ensinam como apertar a mão. Treine de modo a fazer um bom encaixe entre as duas mãos. Isso também ajudará em sua credibilidade.

Como fica claro, são muitos os cuidados a serem tomados quando falamos em recolocação profissional de executivos. Nem sempre o profissional consegue se atentar a todos eles sozinho. Por isso, o apoio de uma empresa especializada em recolocação profissional pode ser um caminho excelente para executivos que buscam conquistar novas ou melhores oportunidades mais rápido. 

A Blumen Consultoria é especialista na recolocação profissional de executivos e pode ajudar você nesse processo. Caso precise, entre em contato conosco.

Continue acompanhando os conteúdos de nosso blog. 

 

VEJA TAMBÉM EM NOSSO BLOG:

SSI: o segredo para aumentar a força do seu perfil no Linkedin

Assessment: o que é e em que momentos pode ser útil

DISC: o que é e como ajuda na avaliação comportamental

 

Open chat