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Fui desligado da empresa, e agora?

O desligamento é um momento delicado, mas há algumas maneiras de encará-lo que podem ajudar você a passar por essa fase com mais tranquilidade e a conseguir sua recolocação profissional rapidamente.

 

Fui desligado da empresa, e agora? É absolutamente normal sentir-se angustiado, frustrado e preocupado em um momento como este. Mas também é possível ver essa situação por um prisma mais positivo: esse desligamento pode ser o pontapé inicial para uma reviravolta (boa) na carreira, seja impulsionando você a buscar outros sonhos e ambições profissionais, seja com a oportunidade de encarar novos desafios e desenvolver outras habilidades em novos trabalhos.

Segundo Jeffrey Tucker, diretor-editorial do American Institute for Economic Research, ser desligado é uma das melhores coisas que podem acontecer, desde que você saiba enxergar da maneira certa: “Pode ser o início de coisas verdadeiramente positivas. Ser demitido é algo que não apenas irá inspirar você a alcançar novos graus de excelência, como também pode lhe ensinar lições importantes sobre os malefícios de se tornar excessivamente apegado a uma empresa ou mesmo a um roteiro único e pré-definido para a sua carreira.”, afirma Tucker.

 

Fui desligado, e agora? Há luz no fim do túnel! Leia abaixo algumas dicas que podem ajudá-lo a passar por essa fase de maneira mais tranquila e conseguir a recolocação profissional com mais agilidade.

 

#FUI DESLIGADO DA EMPRESA, E AGORA?

DICA 1: BUSQUE PROFISSIONAIS SÉRIOS PARA AUXILIÁ-LO EM SUA RECOLOCAÇÃO PROFISSIONAL

 

Atualmente já é comum que companhias de médio e grande porte contratem empresas de outplacement para assessorar no processo de desligamento (geralmente voltado para cargos de gerência). Esta é a chamada demissão responsável ou demissão humanizada.

Usualmente, esse processo acontece contemplando as seguintes etapas:

 

  • Acolhimento

Todo o planejamento de como será o processo de demissão, da forma mais respeitosa com os envolvidos. (Inclusive, o consultor de recolocação profissional pode ser solicitado a estar presente).

 

  • Aconselhamento de carreira

O profissional demitido é ouvido e é traçado um perfil com suas habilidades e competências, incluindo aspectos que podem ser desenvolvidos, para definir qual rumo seguir.

 

  • Plano de ação

Momento em que o profissional já tem o objetivo profissional definido e desenvolve materiais como um CV atualizado e carta de apresentação, e realiza simulações de entrevistas, além de outros pontos citados abaixo.

 

  • Execução do plano

Por fim, algumas consultorias de recolocação também auxiliam na etapa final, que é a busca ativa por vagas, informando sobre processos seletivos, indicando o RH de companhias, headhunters e consultorias de recrutamento e seleção.

Caso a empresa da qual você está se desligando não ofereça esse serviço internamente, você pode buscá-lo por conta própria. Nós, da Blumen, oferecemos esse serviço, e há muitas outras consultorias sérias no mercado. Procure se informar com amigos ou pessoas conhecidas que já tenham passado por isso, busque referências e recomendações. Como esse processo é muito subjetivo e envolve aspectos emocionais delicados, é muito importante que você seja acompanhado por profissionais responsáveis e realmente especializados.

 

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DICA 2: ATUALIZE SEU CV

 

Depois de colocar as ideias no lugar, é hora de atualizar o currículo. Para algumas pessoas, esse momento pode ser difícil e desafiador, e é preciso ter muito foco e paciência.

Quando fazemos as mesmas atividades por muito tempo, nossas tarefas e funções passam a ser tão óbvias e naturais que não nos damos conta do quanto nós sabemos e de quantas atividades realizamos em nosso dia a dia. Podemos acabar fazendo um resumo muito simplificado das nossas atribuições, que não dá conta de expressar tudo aquilo que desempenhamos. Uma dica é parar para refletir sobre sua rotina e destrinchar cada procedimento e ferramenta que utiliza em suas atribuições.

Depois disso, você também pode fazer uma boa pesquisa de mercado, em veículos especializados, assim como consultar pessoas conhecidas e referências em sua área para saber exatamente como descrever as funções e como nomear suas habilidades. Neste momento é importante saber “dar nome aos bois” e “vender bem o seu peixe”, ou seja, explicar com os termos certos aquilo que você faz, e assim tornar o seu CV mais interessante e atraente aos olhos dos recrutadores.

Como um profissional já com bastante experiência, é natural que o seu currículo seja mais extenso. Mas tome cuidado para não se estender demais: se a possível contratante desejar saber mais sobre você, vai solicitar essas informações adicionais ao longo do processo de seleção.

Certifique-se de que seu CV tenha um layout interessante e de fácil leitura – para isso você pode inclusive buscar o auxílio de um designer profissional – e de que todas as informações estejam corretas, claras, sem erros ortográficos, gramaticais ou de digitação. Mostre seu currículo para pessoas em quem confia e que podem oferecer boas sugestões.

Seguem abaixo alguns itens importantes, que não podem faltar em seu currículo:

  • dados pessoais (cabeçalho):inclua seu nome completo, bairro, cidade e estado onde reside, número(s) de telefone, endereço de e-mail e URL de seu LinkedIn;
  • objetivo profissional: coloque os cargos pretendidos ou área pretendida;
  • sumário: faça um rápido resumo da sua experiência profissional, que deve chamar a atenção para a leitura dos demais itens do seu currículo;
  • principais atividades desenvolvidas: relate as atividades desenvolvidas do seu último emprego para o primeiro;
  • principais projetos e realizações: destaque os projetos que desenvolveu para as empresas por onde passou, quais foram suas contribuições; é importante colocar resultados que estes projetos trouxeram;
  • trajetória profissional/histórico profissional:nomes de empresas, tempo de serviço e cargos devem ser incluídos;
  • formação: coloque seu histórico acadêmico: nome e localização da faculdade/universidade frequentada, bem como período; isto vale também para demais cursos, como pós-graduação e MBA;
  • idiomas: caso fale outro idioma, coloque seu nível de fluência; seja realista com o nível de proficiência;
  • cursos complementares: liste os principais cursos e programas técnicos que você teve nos últimos anos, insira aqueles que geraram certificação; pode incluir cursos que foram ministrados dentro da empresa empregadora;
  • associações:inclua filiações e cargos ocupados em associações profissionais, conselhos e atividades comunitárias que respaldem o objetivo da sua carreira profissional;
  • informações adicionais: pode ser interessante incluir atividades de voluntariado, caso esteja engajado em algum.

 

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DICA 3: CRIE UM PERFIL CAMPEÃO NO LINKEDIN E ATUE NA REDE PARA SER ENCONTRADO POR RECRUTADORES

 

Depois de criar um CV atualizado e completo, o próximo passo é atualizar seu perfil em sites de vagas e redes sociais voltadas para o mundo corporativo – a maior delas é o LinkedIn. Também vale lembrar que cada profissão tem suas próprias redes, por exemplo, para designers e publicitários, o Behance também é muito importante.

Mas vamos focar aqui no LinkedIn. Quanto mais seu perfil estiver completo e atualizado, e quanto mais ativo você for na rede, maiores a chance de surgir dali alguma oportunidade de recolocação.

Como já falamos em um artigo especial sobre o LinkedIn, para saber se o seu perfil tem um bom potencial para atingir resultados, existe um medidor, chamado SSI, que significa Social Selling Index. Trata-se de um índice que mostra se seu perfil “vende” você socialmente na rede.

O SSI é medido com base em quatro eixos principais, cada um valendo 25%. Atingindo a nota máxima em cada pilar, você tem um perfil chegando a 100% e as chances de ser encontrado só aumentam. Os eixos são os seguintes:

  • tenha sua própria marca profissional: para isso, tenha seu perfil completo, publique conteúdo relevante e inovador e faça interações com outros usuários;
  • seja um bom buscador: localize as empresas e as pessoas certas, crie uma rede e trabalhe expandindo-a sempre;
  • seja um criador ativo: estabeleça uma imagem confiável e generosa, criando conteúdo e oferecendo aos outros, postando em grupos, sugerindo ideias, compartilhando; o LinkedIn não é apenas uma vitrine estanque; é um solo fértil, mas é preciso semear para colher depois;
  • cultive relacionamentos: interaja e conecte-se a pessoas, focando em contatos realmente relevantes.

 

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DICA 4: CADASTRE-SE EM SITES DE VAGAS

 

Depois de atualizar o LinkedIn, obtendo um perfil campeão, há inúmeros sites de vagas em que você pode se cadastrar. Cada um oferece uma interface um pouco diferente, mas a lógica é basicamente sempre a mesma: você precisa preencher todos os campos, primeiro com seus dados, depois experiências e formações.

É preciso ter paciência, pois preencher tudo isso leva um tempo e às vezes demora até entendermos o funcionamento de cada site, mas quanto mais completo seu perfil nesses sites estiver, maior a chance de alguma vaga de fato pertinente chegar até você.

Em alguns desses sites, é possível escrever alguns parágrafos de texto, como uma mini carta de apresentação, mas isso pode ser alterado a cada vez que você se candidata a uma vaga. Então você pode aproveitar para em cada vaga escrever algo que se encaixe mais com o perfil da empresa que está recrutando ou da posição que está pleiteando.

Atenção aos dados que você cadastra e às categorias que você seleciona, pois é isso que vai direcionar você para as vagas corretas. E atenção ao spam, pois às vezes as respostas das empresas podem se perder no seu e-mail.

 

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DICA 5: FAÇA UMA CARTA DE APRESENTAÇÃO

 

A carta de apresentação dá conta dos aspectos mais subjetivos ou das informações mais longas e detalhadas que não cabem no CV. É importante que ela seja sincera, direta e clara.

Nesse texto, você deve ser transparente e objetivo, ressaltando os seus pontos fortes. Já nas primeiras linhas, atraia o recrutador, falando de suas formações e realizações no cargo anterior. Ao longo deste breve histórico, mostre porque você é a pessoa certa para ocupar o cargo. Finalize a carta salientando a sua disposição em ocupar a vaga e solicite ao recrutador que entre em contato para uma entrevista. Utilize uma frase como: “Fico à disposição para uma entrevista pessoal a fim de detalhar minhas experiências.”.

Só atente-se para que a carta seja adequada para cada empresa em que pretende trabalhar. Uma carta muito informal e pessoal, provavelmente, não cairia bem em uma empresa mais tradicional. Também não exagere no tamanho, pois “o tiro pode sair pela culatra”: da mesma forma que a carta pode ser o diferencial para chamar a atenção dos recrutadores, se você se “enrolar”, ela pode acabar se tornando um critério de eliminação.

 

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DICA 6: DEDIQUE-SE À PROCURA CRIANDO UMA ROTINA

 

O processo de buscar trabalho é cansativo e pode ser emocionalmente frustrante. Mas a única maneira de ter sucesso nessa empreitada é não desanimando e criando uma rotina. É importante que você se dedique à procura como se estivesse trabalhando mesmo. Procure todos os dias, crie um roteiro de sites pelos quais passa diariamente, (com muita atenção, pois as vagas se atualizam constantemente), e quanto mais rápido você for, mais probabilidade tem de conseguir ser lido: as chances de sua candidatura a uma vaga que está aberta há um mês ser percebida pelo recrutador são pequenas, enquanto que se você for um dos primeiros a se candidatar, são altas.

Outro caminho é entrando em contato diretamente com as empresas de seu interesse, independentemente dos sites de vagas. Às vezes, as companhias têm vagas em aberto que ainda não divulgaram nas redes, e você pode aparecer no momento certo.

Entre em contato também com as empresas que estão anunciando as vagas. Apenas aplicar nos sites pode ser uma “loteria.” Tente de alguma forma localizar o responsável no RH pela vaga e demonstre interesse encaminhando para o e-mail dele o seu currículo e demais informações.

 

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DICA 7: ATIVE A SUA REDE DE RELACIONAMENTOS (NETWORKING);

 

Não há constrangimento algum em ter sido desligado: praticamente todo mundo já passou ou vai passar por isso algum dia. E se você não contar para sua rede de contatos que está buscando recolocação profissional, ninguém ficará sabendo.

O networking é a prova de que tudo que é humano é mais gentil, e muitas vezes mais eficaz do que máquinas, podendo fazer a diferença: entrando em contato com a pessoa certa, que tem estima por você, aumentam as suas chances de conseguir receber uma atenção especial na hora de ter seu CV recebido e analisado.

Conforme artigo publicado no site da Endeavor, organização de empreendedorismo, “para desenvolver e gerenciar uma boa rede de contatos profissionais, não funciona entrar em um jogo de número de interações. Para ser memorável, preocupe-se em escutar e focar sua atenção em pessoas em quem você vê potencial de relacionamento futuro”.

O texto também sugere que no momento de conhecer novos potenciais contatos de trabalho, você se interesse pela outra pessoa e pergunte mais sobre ela do que fale de si mesmo. “Demonstrar interesse e construir uma conversa é essencial e pode revelar mais sobre oportunidades de crescimento que poderão ser aproveitadas futuramente”.

Veja mais algumas dicas de networking da consultora associada da Blumen, Liane B. Holzhacker:

  • marque, sempre que possível, um contato pessoal e formal;
  • troque ideias sobre a sua área, o mercado de trabalho e suas oportunidades;
  • solicite ajuda para o seu processo de busca: indicação de novos contatos e novas possibilidades de troca são muito bem-vindas;
  • tenha sempre em mãos o seu curriculum vitae atualizado e também cartões de visita pessoal;
  • use o contato direto, pois isto ampliará as suas possibilidades de ser lembrado e de se vender mais efetivamente;
  • nunca fale de forma literal que você quer um emprego: “Você tem uma vaga?”

 

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DICA 8: CUIDE DA SUA APARÊNCIA PARA AS ENTREVISTAS

 

Você foi chamado para uma entrevista. Agora é fundamental caprichar no visual. O que queremos dizer com isso, em jargão corporativo, é que você precisa entender qual é o dress code adequado para a empresa em que quer trabalhar, ou seja, o “código de vestimenta”, que combina com a cultura organizacional do seu possível futuro trabalho.

Há um conjunto de regras e condutas acerca das roupas apropriadas para cada ocasião, e na hora das entrevistas não é diferente. Mesmo com a flexibilização dentro das organizações, que derrubou certos tabus e expandiu as possibilidades de como se vestir, ainda há certo tipo de norma. Para não errar, você precisa entender qual é o espírito da empresa: numa empresa mais moderna, como uma startup ou uma agência de publicidade, talvez você possa ir mais informal, de jeans, por exemplo. Já numa empresa mais tradicional, uma roupa social talvez seja a melhor seleção.

Como já dissemos em um artigo sobre esse tema, sugerimos que você faça uma pesquisa prévia à entrevista sobre o perfil da empresa visada, para não causar uma má impressão. Caso você não encontre oficialmente essas informações em nenhum lugar, uma alternativa é fazer uma busca nas imagens do site ou das redes sociais da organização, e tentar traçar um perfil da vestimenta dos funcionários. Pelas fotos já é possível entender um pouco como é o ambiente e o que é adequado vestir.

Você tem outras dicas para dar sobre o processo de recolocação profissional? Compartilhe com a gente no campo de comentários.

 

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DISC: o que é e como ajuda na avaliação comportamental

“Conhece-te a ti mesmo”.

Inscrição no templo de Delfos, na Grécia, que teria inspirado Sócrates a criar sua teoria filosófica.

 

O QUE É O DISC?

William Marston nasceu nos Estados Unidos, em Massachussets, no final do século XIX. PhD em Psicologia pela Harvard University, ele publicou, em 1928, o livro As emoções das pessoas normais, em que sintetizou pela primeira vez os conceitos que embasam a teoria DISC. Curiosamente, Marston também criou o Teste de Pressão Arterial Sistólica, utilizado no detector de mentiras, e a Mulher Maravilha, personagem das histórias em quadrinhos da DC Comics – o cinturão da heroína era o “laço da verdade”. Marston defendia que as mulheres tinham mais facilidade para acessar a verdade das pessoas e, por isso, deveriam governar o mundo.

O pesquisador estudou toda a grande variedade psíquica humana, e conseguiu segmentar o comportamento, criando quatro perfis. Ele morreu em 1947 e, em 1948, Walter Clarke, que havia sido seu aluno – sua dissertação de mestrado, intitulada Physical types as bases for variation in primary emotions, ou Tipos físicos como bases de variação em emoções primárias, em tradução livre, foi orientada por Marston –, criou e aplicou o primeiro questionário utilizando como instrumento a teoria DISC.

Atualmente, existem diversos tipos de testes baseados na avaliação comportamental DISC que diferem muito entre si, e são aplicados por empresas no recrutamento de talentos, por consultorias de recursos humanos e gestão e desenvolvimento de pessoas em geral. Como em qualquer tipo de atividade, há profissionais sérios e comprometidos, e há aqueles que se apropriam das ferramentas de maneira menos rigorosa. Por se tratar de um instrumento usado com pessoas, que aborda questões pessoais, é fundamental que os interessados em utilizar essa ferramenta procurem por profissionais bem qualificados.

Conforme Marston descreve em sua obra, conhecer essas quatro dimensões do comportamento é a porta de entrada para o entendimento do outro, para depois poder acessar mais profundamente outros aspectos de cada indivíduo.

Todos os seres humanos têm todos os comportamentos, mas alguns com maior destaque, variando desde fatores genéticos até culturais, a depender da experiência de vida de cada um. Dos quatro comportamentos levantados por Marston no DISC, normalmente, as pessoas têm dois mais preponderantes e dois que se manifestam menos intensamente.

Instrumentos da teoria DISC são um excelente recurso para quem deseja estudar as ferramentas de Assessment, que é o nome dado à avaliação de comportamento e competências para conhecer mais profundamente as pessoas, buscar autoconhecimento e gestão do conhecimento, o que pode ser muito proveitoso no mundo corporativo, tanto para as empresas que buscam talentos, quanto para os profissionais que buscam se recolocar no mercado e desenvolver sua carreira. “Assessment é uma  ferramenta importante, que pode auxiliar a empresa a avaliar o seu colaborador, e permite ao próprio profissional que ele obtenha maior autoconhecimento e consciência sobre suas competências e seu estilo de agir e seus reflexos dentro e fora do ambiente profissional”, explica Fredy Figner, consultor associado da equipe da Blumen, em sua coluna no jornal Brasil Econômico.

A avaliação do DISC é feita a partir de comportamentos observáveis, aqueles que são aparentes na superfície das reações humanas. Ela não avalia o porquê das pessoas terem determinado comportamento, e também não analisa inteligência emocional, crenças, valores ou aspectos do subconsciente.

Segundo o consultor Fredy Figner, a avaliação comportamental DISC não é um teste psicológico. “Testes psicológicos são instrumentos do psicólogo. O DISC tem como principal função ajudar as pessoas a refletirem sobre o próprio comportamento no trabalho.”

Confira abaixo quais os padrões associados a cada tipo de comportamento, e saiba como usar este instrumento a seu favor.

 

D – dominância

  • A cor que representa o perfil D é o vermelho.
  • Pessoas neste perfil geralmente têm necessidade de controle, são competitivas e persistentes. Tendem a ser mais racionais do que sonhadoras, por isto são orientadas para obter resultados e conquistas. Gostam de desafios, e conseguem realizar diversas atividades ao mesmo tempo.
  • Em quais aspectos o perfil D pode precisar se desenvolver?
  • Fala sem pensar – a pessoa D pensa e age muito rapidamente, por impulso. Com tanta velocidade, pode parecer rude para muitas pessoas;
  • Pode ser impaciente, justamente por ser muito ágil e querer que tudo aconteça na sua própria velocidade;
  • Por ser tão rápido e impulsivo, pode correr muitos riscos: se precipitar e tomar decisões imprudentes.

 

I – influência

  • A cor que representa o perfil I é o amarelo.
  • Pessoas neste perfil são extrovertidas, sociáveis, gostam de estar com outras pessoas. Geralmente são pessoas entusiasmadas, otimistas, que têm um senso de humor especialmente positivo. Trabalham bem em equipe e são boas em negociar conflitos. Chamam atenção nos ambientes pelos quais circulam, por serem inspiradoras, e têm necessidade de estar em evidência.
  • Em quais aspectos o perfil I pode precisar se desenvolver?
  • Muito otimistas – a pessoa I pode ter julgamentos positivos demais sobre a realidade e o clima organizacional;
  • Tendem a confiar demais nos outros, o que é bom em certa medida, mas pode ser perigoso;
  • Podem parecer desorganizados, pois não funcionam da mesma maneira que a maioria das pessoas, e suas atividades parecem não ter uma lógica, do ponto de vista dos outros;
  • Por gostarem de estar em evidência, têm uma necessidade muito grande de falar e podem acabar falando demais;
  • Com tanto para fazer, podem ter problemas para gerenciar o tempo.

 

S – eStabilidade

  • A cor que representa o perfil S é o verde.
  • Pessoas neste perfil tendem a ser mais introvertidas. Aparentam calma, e são bons ouvintes: gostam de ouvir e de ajudar os outros. São diplomáticas e orientadas para a harmonia. Trabalham bem em equipe, mas não necessariamente precisam estar sempre rodeadas de gente. Por apreciarem muito a segurança e a previsibilidade no trabalho, para o perfil I é importante planejar.
  • Em quais aspectos o perfil S pode precisar se desenvolver?
  • Ele não gosta de magoar os outros e, por isto, ele acaba sendo pouco direto. Sua comunicação muitas vezes não é assertiva em função disto;
  • Pode não ser muito aberto a mudanças, principalmente se sentir que não entende os propósitos da mudança. Como ele gosta de previsibilidade e estabilidade, ele precisa entender o porquê e como acontecerá a mudança. Do contrário, pode ser muito resistente e acabar prejudicando o andamento.

 

C – conformidade

  • A cor que representa o C é o azul.
  • Pessoas neste perfil são organizadas, cuidadosas e precavidas. Tendem a ser cautelosas e buscam bastante informações, visando obter um alto padrão de qualidade naquilo que fazem. São analíticas, e prestam muita atenção aos detalhes que consideram importantes nos processos.
  • Em quais aspectos o perfil C pode precisar se desenvolver?
  • Dificuldade de delegar tarefas a outras pessoas por causa da régua da qualidade: a pessoa C acredita que o jeito dela é o certo;
  • Por ser muito metódica, pode vir a ser menos criativa – “mais vale o certo do que o duvidoso”;
  • Tende a centralizar demasiadamente as atividades;
  • Geralmente é vista como uma pessoa muito crítica, que não gosta de correr muitos riscos, o que pode dificultar sua relação com a equipe.

 

COMO VOCÊ É E COMO VOCÊ ESTÁ?

Todos nós temos uma essência, um padrão básico de comportamento que costumamos acionar em nossas vidas, nas interações com as outras pessoas, em relações pessoais e profissionais. No trabalho, convivendo diariamente com outras pessoas, o comportamento aparece e pode se tornar quase uma “marca pessoal”, para o bem e para o mal: alguns pontos críticos em nossas atitudes podem vir a causar algumas dificuldades com a equipe, para desempenhar tarefas e para executar projetos.

A avaliação comportamental DISC pode ser muito útil para identificarmos nossos perfis, termos mais consciência sobre nossos pontos fortes e fracos, e assim entender qual diretriz podemos seguir para encarar as dificuldades no trabalho. Com mais autoconhecimento, podemos passar por esse processo de mudança de forma mais leve. Mesmo que a essência de cada um não possa ser alterada, por ser algo nato, podemos sempre nos adaptar e desenvolver.

“Sua essência de comportamento nunca mudará, mas é possível se adaptar e conseguir aflorar outros comportamentos, caso essa demanda surja em determinadas situações no ambiente de trabalho. Não é fácil, mas é possível”, afirma Laís Rosin, coach, facilitadora e certificada em Assessment DISC, também consultora associada da equipe Blumen.

É importante sabermos diferenciar “ser” e “estar”. Muito mais do que uma questão de tempo verbal, esta diferenciação aponta justamente aquilo que é nossa essência, o que somos, e as reações que estão atreladas a contextos e momentos pontuais, como estamos. Ilustremos esta relação do “ser”e “estar” com um exemplo hipotético:

 

  • Em um cargo de chefia em uma companhia, com grandes responsabilidades e demandas, você se identifica com as atitudes associadas aos perfis D e I, naturalmente: tem um comportamento dominante, exerce liderança sobre a equipe, é ágil, influente, sociável e bom em negociar conflitos. Esta é sua essência, que se revela para a equipe. Mas um projeto específico, em que você está trabalhando ultimamente, tem exigido que você fique mais quieto e mais atento aos detalhes, que são pontos a desenvolver próprios dos perfis D e I. É um momento delicado e certamente de maior tensão, pois exige que você faça um grande esforço para sair da zona de conforto. Nessa hora, o DISC pode ser um bom aliado: você pode estudar os “pontos fracos” associados aos seu comportamento, e se inspirar nas tendências comportamentais dos outros perfis, que são necessárias para esse desafio que está enfrentando. Assim, você reconhece sua essência e consegue ter mais tranquilidade para identificar como pode se desenvolver.

 

  • Você trabalha há muitos anos na mesma empresa, construiu uma sólida carreira e sempre foi reconhecido por seu senso de organização, sua prudência e sua atenção, até excessiva aos detalhes. Gosta de números, planilhas, resultados. Seu comportamento se encaixa com as atitudes atribuídas aos perfis S e C. Sua companhia vem modernizando a política interna, recrutando talentos jovens, empregando novos métodos de trabalho, e você está tenso porque sente que isso lhe desorganiza, faz com que você tenha receio dos resultados e da qualidade do trabalho de sua equipe. Mas como você é sábio, entende que essa é a tendência atual do mercado, e que precisa se atualizar para não ficar para trás. Esse é o momento ideal para você conhecer melhor seus novos colegas de perfil D e I: eles podem lhe ensinar a ser menos metódico, mais flexível, a experimentar novos programas e formas de trabalhar, e você pode ensiná-los a trabalhar desta nova maneira, mais contemporânea, mas sem esquecer os detalhes e o planejamento cuidadoso.

 

POR QUE FAZER UM TESTE DE DISC?

 

O maior benefício da avaliação comportamental DISC é propiciar autoconhecimento: quanto mais a pessoa se conhece, melhor administra as situações, lida com os desafios e se sai bem, sendo respeitosa com a própria essência e com a dos outros.

Com mais autoconhecimento, o indivíduo será mais assertivo para discernir qual tipo de empresa e ambiente de trabalho é positivo para ele, e isso permitirá ter bom desempenho e boas relações profissionais. Isto cria um ambiente de trabalho mais agradável para todos, e contribui para a melhoria do clima organizacional.

Além de aprimorar o olhar para si mesmo, o DISC também pode ajudar as pessoas a verem como os seus colegas de trabalho se comportam, e como elas podem melhor se comunicar com eles.

 

POR QUE AS ORGANIZAÇÕES DEVEM UTILIZAR A FERRAMENTA DISC?

Já no momento de recrutar e selecionar os colaboradores, as ferramentas DISC permitem às companhias avaliar de forma mais certeira, conseguindo cruzar o perfil dos candidatos com as competências necessárias para o preenchimento das vagas.

Entendendo melhor o perfil de seus colaboradores, a empresa conseguirá se comunicar melhor com eles, evitando mal-entendidos, problemas nas relações interpessoais, e contribuindo para o engajamento dos funcionários, e, consequentemente, para o melhor desempenho da companhia.

 

EM UM PROCESSO SELETIVO, COMO DEVO RESPONDER A UM TESTE DE DISC?

Já diz o ditado: a mentira tem perna curta. E isto vale também para o momento de uma entrevista de emprego. Para responder a um teste de DISC, quanto mais verdadeiro você for, e menos ficar pensando na “resposta certa”, mais preciso e fidedigno será o relatório. Muitas pessoas tentam dar suas respostas na hora da avaliação baseando-se no que acredita que é o perfil esperado pela empresa para a vaga. Isto é um tiro no pé! Primeiramente, porque você pode estar equivocado sobre o que a empresa deseja; e em segundo lugar, porque de nada adianta tentar ser quem não é: o melhor é ser sincero e responder de acordo com a sua própria verdade. Ao “fingir” ser um determinado perfil, mesmo que o candidato consiga a vaga, mais cedo ou mais tarde a verdade se revela, e vai frustrar a empresa e o profissional, que será cobrado por competências que não são intrínsecas ao seu real perfil.

E você, já realizou um teste de DISC? De que maneira o instrumento foi aplicado? Isto lhe auxiliou no seu desenvolvimento? Compartilhe sua experiência conosco, no campo de comentários abaixo.

 

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Como se sair bem em uma entrevista de emprego

“O estar pronto é tudo”.

William Shakespeare em Hamlet, príncipe da Dinamarca

 

A busca pela recolocação profissional é sempre um momento de tensão e possíveis afloramentos de fragilidades humanas. Afinal, depende-se da aprovação de um terceiro para ocupar o cargo pretendido.

Fatores objetivos e subjetivos influenciam e podem até ser decisivos nos resultados da seleção, como conhecimento técnico na área, o psicológico, o carisma, a comunicação, se os valores do candidato convergem com os da empresa e até mesmo a sua habilidade para lidar com um ambiente de estresse e conflitos.

Pensando nisso, selecionamos alguns tópicos que podem ajudar o candidato na entrevista de emprego e como se sair bem nela. Confira!

 

ANTES DA ENTREVISTA

  • LEMBRE-SE QUE A INFORMAÇÃO TEM PODER.

Para se sair bem na entrevista de emprego, pesquise sobre a empresa pretendida, sua história, quem está à frente da organização, sua posição no mercado e se tem uma boa reputação como marca empregadora.

Tente entender mais sobre o perfil e a cultura organizacional da empresa. Por exemplo, se a empresa for B2C – direcionada ao consumidor final – vale observar o comportamento do público no ponto de venda, compreendendo como ele interage com a marca e seus produtos.

 

  • CUIDE DE SUA IMAGEM VIRTUAL.

Inicialmente, as redes sociais vieram para aproximar as pessoas e fazer novas conexões. Hoje em dia, elas vão além e podem ser uma boa ferramenta de estudo sobre uma pessoa. Da mesma forma que você pode (e deve) pesquisar sobre o perfil do entrevistador nas redes sociais, se souber com antecedência quem será, saiba que a empresa também pode fazer o mesmo com os candidatos. Hoje, cerca de 97% das organizações usam algum tipo de rede social para um processo de recrutamento e seleção (Fonte Jobvite). Por isso, zele pelo seu perfil nas redes, analise suas postagens com cuidado para não passar uma imagem comprometedora.

 

  • ATENTE-SE À APRESENTAÇÃO VISUAL.

Seu visual é o seu cartão de visita. Por isso, é essencial cuidar da higiene e escolher uma vestimenta adequada. Quando fizer o levantamento de dados da empresa, veja se é possível identificar qual o dress code utilizado para chegar na entrevista de emprego dentro das expectativas e se sair bem nela. Você pode conferir com mais detalhes como se vestir na entrevista de emprego acessando nosso artigo sobre o tema.

 

  • PREPARE SUA FALA

De nada adianta atentar-se apenas ao visual. Depois da primeira impressão, o candidato precisa conquistar o entrevistador e a comunicação verbal é um ponto crucial. É recomendado que você faça anotações sobre fases importantes de sua carreira profissional. Esta é uma excelente maneira para rememorar aspectos relevantes e não esquecer nenhum detalhe no momento da entrevista.

 

  • ESTEJA PRONTO PARA AS PERGUNTAS FEITAS PELO ENTREVISTADOR

Existem algumas perguntas que são feitas em praticamente todas as entrevistas de emprego. Conheça as principais para saber como se sair bem nas respostas e as tenha ensaiadas.

  1. Fale-me sobre você.

Procure elaborar um discurso entre 3 e 5 minutos sobre as fases mais importantes de sua vida profissional e também algo pessoal que julgue relevante.

 

  1. O que você pode oferecer que os outros não podem?

Articule sua resposta baseada em seu perfil e na pesquisa já realizada sobre a empresa.

 

  1. Fale-me de uma vez em que você cometeu um erro.

Mostre as dificuldades, a solução e o que aprendeu com a experiência.

 

  1. O que o seu gestor e colegas de trabalho diriam sobre você?

É a oportunidade de colocar sutilmente seus pontos positivos, habilidades e competências.

 

  1. O que você sabe sobre a nossa empresa?

Essa é a hora de mostrar toda sua pesquisa prévia e se sair bem na entrevista de emprego.

 

  1. Você prefere trabalhar sozinho ou em equipe?

O trabalho em equipe é muito valorizado nas empresas. Dê exemplos bem-sucedidos sobre o assunto.

 

  1. Quais são seus planos para o futuro profissional?

O que a empresa quer saber com essa pergunta é o seu grau de motivação e ambição.

 

  1. Aonde você quer chegar daqui a 5 ou 10 anos?

Ou seja, qual o grau de comprometimento com a empresa e se há real intenção de permanecer nela.

 

  1. Qual o seu objetivo de vida e carreira?

Seja realista com o tempo de crescimento profissional para responder a esta pergunta.

 

  1. Quais suas forças e fraquezas?

Sempre exemplifique seu potencial com exemplos de situações vividas e exponha suas fraquezas demonstrando autoconhecimento e empenho em superá-las.

 

É muito provável, também, que o entrevistador questione sobre sua vida pessoal. Responda a essas perguntas com honestidade e de acordo com sua realidade, sem exagerar para não passar a impressão de que há escala de prioridades em sua vida e que a parte profissional possa não ser uma delas.

 

  • SAIBA O QUE PERGUNTAR

No final da entrevista de emprego, o recrutador pode abrir espaço para perguntas. Para se sair bem nesse momento, é importante treinar o que dizer. Veja o que você pode perguntar nos processos seletivos:

  1. Do que você gosta mais nesta empresa?
  2. Quais são as primeiras prioridades para esta posição?
  3. O que você espera do candidato que ficará com esta vaga?
  4. Quais são os desafios desta posição?
  5. Como esta empresa mensura o sucesso? Mais especificamente nesta função?
  6. Você pode me falar um pouco da equipe com a qual irei trabalhar?

 

DESCANSE BEM UM DIA ANTES DA ENTREVISTA

Uma boa noite de sono no dia anterior à entrevista de emprego pode lhe ajudar a se sair bem, pois trará disposição e concentração.

 

NO DIA DA ENTREVISTA

  • MOSTRE SIMPATIA

A avaliação começa assim que o candidato atravessa a porta da recepção. Seja simpático e cumprimente todos, desde a recepcionista até o entrevistador.

 

  • PLANEJE O TEMPO

Chegue com antecedência para, depois de passar por todo o protocolo de entrada no prédio, já estar sentado em frente a sala da entrevista entre 10 e 15 minutos antes do início da seleção. Nesse período, aproveite para observar as relações entre os funcionários, os comportamentos e procedimentos no ambiente de trabalho.

 

No caso de entrevistas não-presenciais, utilizando plataformas digitais, a atenção neste ponto deve ser redobrada. Segundo Alexandre Sabbag, headhunter e sócio da Boyden do Brasil ─ multinacional pioneira na área de executive search ─ atrasar-se para uma entrevista virtual mostra ainda mais falta de preparo. “Não tem como ‘culpar’ o trânsito por um atraso”, comenta o profissional. Por isso, a recomendação de Sabbag é estar a postos 15 minutos antes da entrevista ─ isto é, com os equipamentos, programas e aplicativos em pleno funcionamento. “As tecnologias ainda são muito falhas e as chances de insucesso são grandes.  Assim, antever-se é ainda mais importante nesta modalidade de entrevista”, completa Alexandre.

 

  • ESTEJA RELAXADO

Procure ativar sua concentração relaxando antes da entrevista. As técnicas vão desde respiração e meditação até ouvir música, comer algo que te dê prazer ou até mesmo caminhar um pouco antes de entrar no local.

Se houver tempo, antes de encontrar o entrevistador, retome suas anotações sobre sua experiência e habilidades para não esquecer nada na entrevista, pois toda informação pode ser decisiva na escolha entre você e outro candidato.

 

NO MOMENTO DA ENTREVISTA

  • LEVE UMA CÓPIA DO CURRÍCULO

Como diz o ditado, “é melhor prevenir do que remediar”.

 

  • ATENTE-SE À LINGUAGEM CORPORAL

Ao estar frente a frente com o entrevistador, é essencial tomar alguns cuidados com a linguagem corporal. De início, um aperto de mão firme (mas sem espremer a mão do entrevistador), e um sorriso já demonstram confiança. Ao longo da entrevista, evite cruzar os braços, esconder as mãos, roer unhas ou mexer muito no cabelo. Procure manter o olho no olho durante a conversa, pois isso transmite segurança, e uma postura alinhada, mas sem tensão.

 

  • SEJA ÉTICO

Para as perguntas sobre seu emprego anterior ou motivo de saída, procure não falar mal do ex-chefe, nem da organização. Seja verdadeiro e sucinto.

 

  • PRETENSÃO SALARIAL

Tenha jogo de cintura e não dê um número fechado de salário. O mais indicado, caso haja uma pergunta sobre este ponto, é apresentar um range salarial (por exemplo, de 15.000,00 a 18.000,00).

 

  • FAÇA PERGUNTAS, MAS NÃO EXAGERE.

Dentre as que você ensaiou, escolha as mais relevantes para o momento. Seja breve e boa sorte!

 

DICA DE OURO PARA QUALQUER ENTREVISTA

A dica de ouro vem do headhunter Alexandre Sabbag, já citado neste artigo. O profissional, sócio da Boyden do Brasil ─ empresa há mais 73 anos focada em executive search, afirma que a sua recomendação serve para candidatos que buscam por oportunidades em qualquer nível, do operacional à mais alta gestão. Ele, que atuou em diversos países, principalmente, da América Latina, também revela que esta dica é universal.

“É de extrema importância que a pessoa seja autêntica no momento da entrevista – ela deve falar de si, sem ’florear’, contando o que realmente fez, o que pretende fazer e quais são seus verdadeiros propósitos. Muitos candidatos tentam falar o que o entrevistador quer ouvir, mas isso acaba desfavorecendo a pessoa mais cedo ou mais tarde.  Imagine que um candidato afirme que possui vasta experiência em uma determinada área buscando conquistar uma vaga. Mas, se isso for uma inverdade, certamente, no dia a dia de trabalho a falta de know-how será sentida pela equipe ─ podendo gerar a demissão do recrutado, gastos para a empresa, contaminação do clima organizacional, cascatas de atrasos dentro da companhia, entre outros prejuízos.

Muitas vezes, na ânsia de conseguir um emprego, os profissionais não dão informações precisas e acabam gerando uma expectativa falsa na contratante. Não podemos nos esquecer que existem vagas para todos os perfis e, certamente, será mais benéfico para todos os envolvidos neste processo que apenas expectativas verdadeiras sejam geradas.”

 

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SSI: o segredo para aumentar a força do seu perfil no Linkedin

Veja 4 dicas para otimizar o seu perfil na maior rede social de contatos profissionais da atualidade

 

Conhece o SSI? Nele está o segredo para entender a força do seu perfil no Linkedin.

A sigla SSI significa Social Selling Index e trata-se de uma fórmula que mede o quão “vendedor” está o seu perfil na principal rede social voltada para contatos profissionais do mundo ─ que já conta com mais de 600 milhões de usuários no mundo e quase 40 milhões no Brasil.

Quanto maior o seu SSI, maior o número de contatos que você receberá e mais forte é o seu perfil para fazer negócios.

O SSI é medido com base em 4 pilares, cada um valendo 25%. Portanto, seu SSI máximo é de 100%.

SSI      SSI-2

Abaixo seguem os pilares e o que deve ser feito para aumentar o seu SSI, e por sua vez, a força do seu perfil.

  1. Estabeleça sua marca pessoal:
    • Tenha seu perfil 100% completo;
    • Adicione conteúdo relevante, de boa qualidade;
    • Interaja com o conteúdo postado;
    • Receba endosso/recomendações.
  1. Localize pessoas certas:
    • Use a ferramenta de busca;
    • Expanda sua rede de conexões;
    • Pesquise prospects em potencial;
    • Verifique quem viu seu perfil e aceite novas conexões.
  1. Interaja oferecendo insights:
    • Poste conteúdos relevantes. Eles ajudarão você a criar uma imagem confiável;
    • Obtenha informações através do Linkedin;
    • Faça comentários pertinentes em posts e grupos.
  1. Cultive relacionamentos:
    • Conecte-se a pessoas;
    • Procure focar seus contatos em pessoas relevantes.

Você pode ver seu SSI através do desktop ou notebook. Basta estar com o Linkedin aberto e então abrir uma nova janela de navegação ao lado e digitar: www.linkedin.com/sales/ssi

Para fazer esta checagem pelo celular, acesse o link: https://lnkd.in/dDxqyvS.

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Entrevista de emprego: como se vestir?

A primeira impressão é a que fica.

 

Quando uma pessoa está à procura do primeiro emprego ou de uma recolocação, a principal preocupação, geralmente, é o currículo. Contudo, no momento em que o candidato se encontra frente a frente com o recrutador, não é apenas este documento que é analisado. Aspectos como desenvoltura, conhecimento e confiança também são avaliados.

Outro ponto importante é a apresentação visual: as empresas levam isso em consideração, pois o colaborador reflete a imagem da organização.

Para entender como se vestir numa entrevista de emprego, é essencial compreender o conceito de dress code. Traduzindo, a expressão significa “código de vestimenta”, ou seja, designa um conjunto de regras e condutas acerca das roupas apropriadas para cada ocasião, sendo o mundo corporativo uma delas.

As mudanças sociais e a ampliação de perspectivas têm influenciado no dress code das empresas. A implementação cada vez mais frequente do modelo home office, por exemplo, tem causado interferências em como se vestir para o trabalho. A flexibilização em diversos aspectos dentro das organizações tem sido crescente, tais como layout amplo do espaço dos escritórios e mobiliário pensado para a interação entre os funcionários e operação colaborativa. Todas essas transformações incluem a vestimenta. É muito comum encontrar empresas e startups que seguem a linha mais inovadora, com funcionários trajando roupas mais descoladas e casuais, como jeans e camiseta e, em alguns casos, bermuda. Mas ainda não são todas as organizações que estão adotando estas práticas fora dos padrões tradicionais.

Por isso, selecionamos alguns pontos relevantes para lhe ajudar a saber como se vestir numa entrevista de emprego. Confira a seguir.

 

Ponto 1.

Entenda a cultura organizacional da empresa.

A cultura organizacional compreende todas as práticas, valores e crenças estabelecidos nos processos de trabalho de uma empresa. Isso se reflete não só nas ações da organização frente ao mercado, como também no trato com os colaboradores.

Vivemos um período de transição de costumes. Portanto, considere realizar uma pesquisa prévia à entrevista sobre o perfil da empresa visada, pois você não quer causar um ruído de comunicação através do seu visual, certo?  Mariana Herrmann, consultora de imagem e estilo da Forno da Moda, sugere que “você pode contatar o recrutador da vaga e perguntar qual é a imagem da empresa, se ela é mais formal ou informal” e, a partir dessas informações, vestir-se de acordo.

O modo de se vestir às vezes está descrito nos detalhes sobre a vaga, no momento da sua candidatura on-line. Algumas empresas informam aos candidatos que o ambiente é descontraído, e existe até mesmo o casual Friday, ou seja, os funcionários podem se vestir mais à vontade às sextas-feiras. Caso você não encontre oficialmente essas informações, uma saída é fazer uma busca nas imagens do site ou das redes sociais da empresa, e tentar traçar um perfil da vestimenta dos funcionários. Pelas fotos já é possível entender um pouco como é o ambiente e o que é adequado vestir.

Caso você não consiga coletar dados suficientes para definir o perfil da empresa, opte pela discrição e cuidado com o trato pessoal (mais sobre este assunto será abordado nos tópicos abaixo. Acompanhe.).

 

Ponto 2.

Dicas para todos.

A regra seja você mesmo também se aplica em como se vestir numa entrevista de emprego. Tente combinar sua personalidade com o dress code de sua área profissional. Afinal, o recrutador quer conhecer quem você é e, seu estilo faz parte disso. E, acima de tudo, o importante é você estar à vontade.

De acordo com Mariana Herrmann, as “cores escuras, opacas e frias, como o azul, passam uma imagem mais formal e madura. Cores mais vivas e quentes, como o amarelo, passam uma imagem mais casual e criativa”. Portanto, procure compor peças discretas com algo que represente você. Contudo, a consultora também sugere evitar roupas com estampas de bandas, ideias políticas, entre outras mensagens que possam fragilizar sua imagem.

As modas singulares e criativas, ou seja, quando todo o look imprime sua personalidade marcante, serão mais bem aceitas em ramos específicos, como numa agência de publicidade, por exemplo. Isso dependerá do perfil da empresa. O mesmo vale para roupas esportivas como jeans, camiseta e tênis. Mesmo assim, na entrevista de emprego, o como se vestir pede algo mais discreto e formal.

A consultora de imagem e estilo pessoal Sabrina Farias chama a atenção quanto ao aspecto da roupa: “certifique-se que a peça escolhida não tem manchas, furinhos e bolinhas no tecido, costura solta ou botão faltando”. O zelo com as peças denota valorização, já a falta de cuidado, desleixo.

Atente-se, também, à higiene bucal para não gerar constrangimentos como, por exemplo, o mau hálito oriundo da ingestão de determinados alimentos ou de cigarro. Vale ressaltar que o fumo tem sido combatido com as políticas antitabagismo e, por isso, é um hábito que pode ser considerado um ponto negativo. Porém, se questionado sobre isso, opte pela verdade.

 

Ponto 3.

Dicas específicas para as mulheres.

Através da maquiagem, podemos criar um visual que nos cause bem-estar e confiança. O universo corporativo pede mais sobriedade, portanto, faça escolhas mais leves, com cores neutras e equilibradas. O mesmo vale para unhas, que devem estar aparadas e, se esmaltadas, opte por tons brandos.

Cuidado com o perfume. Nada mais constrangedor que entrar na sala da entrevista e o entrevistador começar a espirrar devido ao excesso de perfume.

Sobre como se vestir na entrevista de emprego, evite peças que fujam da imagem profissional que se quer passar. Por exemplo, as de comprimento curto, muito justas, transparentes ou decotadas, podem parecer inadequadas para um contexto muito formal, se for esse o caso. Na praticidade do mundo atual, o uso de saias não tem sido mais uma exigência. Por isso, independentemente de vestir calças ou saias, escolha o que for confortável e adequado à silhueta de seu corpo. Dê preferência aos sapatos fechados, sejam eles de salto, sapatilhas ou oxfords. Quanto aos acessórios (brincos, colares, pulseiras, bolsas), opte por peças pequenas, que não causem ruídos. Menos é mais!

 

Ponto 4.

Dicas específicas para os homens.

Além de saber como se vestir numa entrevista de emprego, estar com corte de cabelo e barba em dia é essencial para a apresentação. Também não esqueça da unha cortada. Isto demonstra que o candidato cuida de si mesmo e, por isso, terá o mesmo zelo com seu trabalho.

A recomendação é que trajem terno ou camisa e calça social, dependendo da cultura da empresa, é claro. Os sapatos sociais caem bem para ambiente formal e sapatênis para o informal. O uso de gravatas dependerá da exigência da empresa. Na dúvida, peque pelo excesso de formalidade.

 

Ponto 5.

Uso de piercings, tatuagens e penteados.

Esse tópico pode gerar polêmicas hoje em dia, pois está relacionado a livre expressão do indivíduo. De modo geral, toda e qualquer forma de discriminação é crime previsto por lei.

O uso de piercings, tatuagens ou penteados não invalida a competência do profissional. Empresas que adotam políticas em prol da diversidade respeitam e já aceitam o uso desses elementos. Contudo, a organização pode proibi-los, dependendo das medidas de segurança e higiene específicas da vaga pretendida e amparadas pela legislação.

Procure encontrar o momento adequado no processo seletivo para questionar se a vaga possui restrições quanto a algum desses itens e mencione caso faça uso deles. Você também pode observar as pessoas no ambiente e ver se elas possuem tatuagens e piercings a vista ou adotam penteados singulares.

 

E você, também tem dicas de como se vestir numa entrevista de emprego? Já passou por alguma saia justa nessa situação? Compartilhe conosco.

 

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Recolocação profissional: porque é importante e como usar

Qual o grande benefício para as empresas que oferecem programas de recolocação profissional aos ex-funcionários?

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Qual o grande benefício para as empresas que oferecem programas de recolocação profissional aos ex-funcionários?

É preciso compreender que o sucesso de uma empresa se concentra no capital humano que a impulsiona.

 

Embora a perspectiva seja de queda do desemprego, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – Pnad – estima que 12,3% da população encontra-se desempregada. São mais de 13 milhões de brasileiros não exercendo atividade remunerada formal. A tomada de consciência acerca da responsabilidade social que as empresas assumem hoje auxilia no combate das altas taxas de desemprego no país. Uma das principais ações tomadas pelas companhias tem sido a criação de programas de recolocação dos colaboradores recém demitidos. Porém, antes de abordamos os benefícios que a organização adquire ao adotar esta postura de amparo ao profissional desligado, é preciso entender o que é a recolocação profissional e como esse programa funciona.

A recolocação profissional é um serviço oferecido por consultorias especializadas cujo foco consiste na assessoria ao funcionário desligado, objetivando sua reinserção no mercado de trabalho com o menor impacto possível. Serão disponibilizadas ao assessorado ferramentas e informações pertinentes ao propósito, tais como: mapeamento de suas habilidades e futuras possibilidades; desenvolvimento do currículo; simulados de entrevista; indicações e encaminhamento de currículo para vagas disponíveis no mercado e headhunters; construção de um perfil campeão no Linkedin; como desenvolver o networking de forma efetiva e o melhor caminho para construir sua imagem no mercado, entre outras importantes orientações. Além dos requisitos técnicos, é fundamental acolher o assessorado emocional e psicologicamente, entendendo seu quadro de forma holística e deixando-o preparado para voltar ao mercado.

Com esse suporte, o profissional que recebe a assessoria terá uma transição mais tranquila de um emprego a outro. A partir do apoio de consultores qualificados, o assessorado tem seu estresse reduzido, ao mesmo tempo em que aumenta sua autoestima. A consultoria compreende, também, apoio a informações das novas tendências do mercado, propiciando fortalecimento da autoconfiança, geralmente abalada em períodos de mudanças como esses. Toda essa ação revigoradora em prol da continuidade de sua carreira estreita o vínculo entre a empresa e o ex-funcionário, que atribui a esta certa percepção humanitária.

Ao apoiar o ex-colaborador em seu reposicionamento no mercado, a empresa desempenha o significativo papel de manutenção da integridade do profissional. Com a organização e o planejamento do programa de demissão, expressa-se bom alinhamento com valores éticos e de solidariedade.

No que concerne à empresa, a recolocação profissional vem acompanhada de incomensuráveis benefícios. Em primeiro lugar, a valorização e o reconhecimento dos serviços prestados pelo ex-colaborador (ao oferecer este tipo de programa a empresa ajuda o ex-funcionário a se recolocar 50% mais rápido ─, sem sombra de dúvidas, é uma forma de recompensar toda a dedicação do profissional). Isso reverbera na redução de processos trabalhistas, denúncias e possíveis multas contra a empresa.

Através da adoção de estratégias e planificação do processo de demissão responsável, a imagem de uma empresa humanizada ganha solidez e, simultaneamente, a primazia no aprimoramento do employer branding da corporação. A expressão, traduzida para o português, significa “marca do empregador”.

A recolocação profissional influi positivamente nas relações interpessoais entre a empresa e os colaboradores, que estimarão a organização como um lugar que valoriza todos àqueles que contribuíram com seu crescimento. Com isso, a empresa cativa uma percepção do mercado favorável a seu respeito. Consequentemente, torna-se polo de atração de novos talentos e amplia-se a procura por uma vaga em sua organização. Uma vez que a empresa tem sua marca fortalecida, as chances de compor uma equipe de alta performance são maiores, influindo diretamente na produtividade e sucesso da organização.

 

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Recolocação profissional: porque é importante e como usar

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Recolocação profissional: por que é importante?

Oferecer o serviço de recolocação profissional humaniza as relações e permite que sua empresa seja bem vista e avaliada.

 

Com o país atravessando uma grave crise econômica, explicitada pelas altas taxas de desemprego, as organizações têm passado por constantes reestruturações, adequações e reduções, o que frequentemente ocasiona o desligamento de funcionários. Nesse contexto, percebendo a importância de se adaptar ao mercado, mas tendo em vista também a responsabilidade social que essas transformações acarretam, muitas empresas vêm procurando os serviços de recolocação profissional, uma das soluções do outplacementatividade que tem o objetivo de promover processos de desligamento com plena integridade e respeito ao colaborador.

O oferecimento do benefício vai ao encontro de uma visão mais abrangente sobre o papel dos funcionários nas organizações, na qual estes deixam de serem considerados meros recursos para executar tarefas e alcançar objetivos, passando a serem reconhecidos como indivíduos com valores, aspirações e objetivos pessoais e coletivos. A prática se alinha a um conjunto de valores éticos que contribuem para a construção de uma sociedade mais coesa e para um sistema econômico mais sustentável.

 

MAS, AFINAL, O QUE É A RECOLOCAÇÃO PROFISSIONAL?

A recolocação profissional é uma atividade de consultoria que objetiva oferecer apoio e orientação para facilitar o processo de retorno ao mercado de trabalho. Com o acompanhamento de um especialista, que dará suporte nos níveis emocional e profissional, o indivíduo sofre menor impacto no processo de dispensa, tornando essa etapa da vida mais fácil.

A partir de um conjunto de ferramentas ─ disponibilizadas pelas consultorias de recolocação profissional ─ a pessoa demitida é assistida por especialistas que ajudam-na a lidar com este momento, recebendo orientação sobre comportamentos que têm impacto positivo sobre sua percepção e ânimo, reduzindo o desconforto psicológico e permitindo a elaboração de  estratégias voltadas para as reais oportunidades do mercado e que possibilitem a redução do tempo de recolocação.

Atualmente, um grande número de empresas oferece consultoria com o objetivo de auxiliar profissionais no processo de transição de carreira ou na busca de uma recolocação profissional. É possível contratar os serviços individualmente e arcar totalmente com os seus custos, estando empregado ou não. Contudo, estas instituições são cada vez mais solicitadas por organizações que desejam amparar seus ex-colaboradores na busca por uma nova oportunidade.

 

COMO SURGIU O SERVIÇO DE RECOLOCAÇÃO PROFISSIONAL?

Para falar da origem do serviço de recolocação profissional, é preciso antes falar do surgimento do outplacement ─ o “guarda-chuva” sob o qual a recolocação profissional está inserida.

O outplacement surgiu nos Estados Unidos, após a Segunda Guerra Mundial, quando consultores de emprego passaram a auxiliar os militares que regressavam ao país a encontrar um trabalho. Contudo, foi a partir do final dos anos 60, quando o crescente número de trabalhadores desempregados se tornou um problema crítico, que o oferecimento do serviço de outplacement cresceu no contexto empresarial. Nesse momento, algumas organizações se intitularam como empresas de outplacement e começaram a promover e vender os seus aconselhamentos, amparando talentos em processos de transição de carreira, pós-carreira e recolocação profissional.

No Brasil, os programas de outplacement chegaram na década de 80, mas só se desenvolveram a partir da abertura da economia, nos anos 90, com o aumento da competitividade do mercado. Nos últimos 15 anos, o número de empresas especializadas nessa atividade triplicou, o que mostra como a inserção de uma postura de demissão responsável reflete diretamente na imagem da organização.

 

QUEM FAZ A RECOLOCAÇÃO PROFISSIONAL?

O serviço tem sido difundido por empresas de outplacement, as quais são normalmente contratadas por empresas de médio e grande porte que optam por realizar um processo de demissão responsável, oferecendo aos seus funcionários o amparo no processo de recolocação profissional.

Voltado inicialmente para cargos de gerência ou superiores, atualmente há organizações que vem contratando esse tipo de serviço até mesmo para funcionários de médio escalão, embora num volume ainda pequeno. Isso mostra que, cada vez mais, tem-se reconhecido a importância de exteriorizar os benefícios que a cultura de demissão responsável traz para a imagem da organização e para a vida de todos os envolvidos.

 

QUAIS SÃO AS ETAPAS DA RECOLOCAÇÃO PROFISSIONAL?

Nos processos de recolocação profissional, as consultorias especializadas ─ exclusivamente nesta área ou também aquelas que realizam os demais serviços de outplacement ─ oferecem apoio e orientação, seguindo essencialmente as etapas abaixo:

  • Acolhimento

Num primeiro momento, a consultoria contratada trabalha junto à empresa na definição do processo de demissão. Checa-se quem será envolvido e a forma mais adequada de efetivar o desligamento de acordo com princípios éticos. Planeja-se a data em que será firmado o desligamento, quem vai anunciar a demissão, como será feito (em grupos ou individualmente), quanto tempo levará o processo e se o dia não coincide com uma data importante para o profissional desligado.

No ato da dispensa, muitas empresas oferecem benefícios além do que é de direito e, neste momento, o funcionário é comunicado sobre eles, como prorrogação do plano de saúde, uma porcentagem sobre a remuneração anual, entre outros auxílios. Após o desligamento, o profissional é encaminhado para a consultoria que o apoiará na recolocação profissional. Lá, um especialista acolherá o indivíduo e fará um detalhado diagnóstico do momento profissional do assessorado. Em alguns casos, a empresa solicita que o consultor de recolocação esteja presente no momento do desligamento.

 

  • Aconselhamento de carreira

Em seguida, é desenvolvido um planejamento personalizado que possibilite acelerar o processo de recolocação profissional do ex-colaborador. Nesse momento é preciso identificar suas expectativas de carreira e desenvolver uma reavaliação de sua trajetória profissional. Atrelado a isso, é fundamental identificar as habilidades e competências do profissional, reconhecendo seus pontos fortes e pontos a desenvolver. Isso possibilita ampliar horizontes e oferecer alternativas mais assertivas ao assessorado, além de abrir espaço para rever aspectos pessoais e profissionais que podem ser melhorados.

 

  • Plano de ação

Compreendida a meta a ser alcançada, a empresa de consultoria traça junto ao profissional um plano de ação para recolocá-lo no mercado de trabalho. Nesse momento algumas ações podem ser realizadas, tais como: elaboração de um material curricular diferenciado (normalmente em português e inglês); desenvolvimento de uma boa carta de apresentação do profissional; realização de simulações de entrevista em português e em outros idiomas; orientação sobre as modalidades mais comuns de processo seletivo e o que deve ser feito para se alcançar um bom desempenho na ocasião etc.

Também é muito comum nesta fase do processo de recolocação profissional que a consultoria dê dicas ao candidato sobre marketing pessoal – incluindo orientações sobre vestimenta adequada para uma entrevista e sugestões de melhoria em perfis de redes sociais, dentre elas  o Linkedin. Algumas empresas de recolocação profissional realizam ainda uma busca ativa por vagas, fornecendo informações sobre processos seletivos, indicando o cliente para o RH de companhias, headhunters e consultorias de recrutamento e seleção.

 

  • Preparo psicológico

O serviço de recolocação profissional compreende também dar suporte para o equilíbrio emocional do cliente. Isso porque a demissão pode ser considerada uma perda, que geralmente desestrutura o profissional, afetando sua autoestima, sua segurança e, por vezes, até mesmo sua relação com a família. Trata-se de um processo que gera desconforto e luto, em menor ou maior escala. Assim, é importante amparar psicologicamente o indivíduo para a busca de um novo emprego. Por esse motivo as empresas de outplacement e de recolocação profissional normalmente oferecem o acompanhamento de um psicólogo e até mesmo sessões de coaching.

Vale lembrar também que nesse momento delicado de recolocação profissional é fundamental resgatar a autoconfiança do assessorado. Quando ela não existe ou, se de alguma forma se encontra fragilizada, os recrutadores são os primeiros a perceber. Isso enfraquece a postura do candidato em uma entrevista de emprego. Assim, é importante recuperar esta segurança do indivíduo em suas potencialidades, para que ele consiga trabalhar também outros sentimentos positivos tais como equilíbrio, visão, gratidão, humildade etc.

 

POR QUE AS EMPRESAS DEVEM INVESTIR NA RECOLOCAÇÃO PROFISSIONAL DOS COLABORADORES DEMITIDOS OU QUE RESCINDIRAM O CONTRATO?

Ao investir na recolocação profissional dos funcionários desligados, a organização tem a oportunidade de aumentar o employer branding da empresa, pois esta ação enriquece as relações com os colaboradores e promove a imagem de uma companhia que os valoriza e ampara. Além disso, o serviço traz outros benefícios como:

  • Diminui o impacto do ato de demissão, proporcionando maior conforto ao ex-funcionário;
  • Permite que o ex-colaborador seja recolocado cerca de 50% mais rápido no mercado de trabalho;
  • Reduz o número de ações trabalhistas contra a empresa;
  • Capacita os responsáveis por conduzir os desligamentos da empresa, contribuindo para processos de demissão mais responsáveis, inteligentes e planejados.

 

QUAIS EMPRESAS DEVEM INVESTIR NA RECOLOCAÇÃO PROFISSIONAL?

A prática é pertinente para todo o tipo de empresas (pequenas, médias e grandes) e para todo tipo de setores de atividade. Contudo, muitas companhias não têm condições de investir neste tipo de benefício por causa do custo. Assim, a recolocação profissional vem sendo realizada, principalmente, em organizações de médio e grande porte, para cargos de supervisão, gerência diretoria e presidência, e neste caso, cada empresa tem a sua política de incluir ou não o programa de recolocação profissional no pacote de desligamento.

 

QUANDO AS EMPRESAS RECORREM AO SERVIÇO DE RECOLOCAÇÃO PROFISSIONAL?

A recolocação profissional é utilizada quando a demissão ocorre por iniciativa do empregador. Afinal, a prática é entendida como uma estratégia de responsabilidade social que as companhias aplicam de modo voluntário. Assim, a compensação é dada aos trabalhadores dispensados por motivos que lhes são alheios. As principais modalidades de desligamento que se enquadram nesse caso são:

  • Demissões coletivas;
  • Demissões por extinção do posto de trabalho;
  • Demissões por motivos de fusão e aquisição;
  • Demissões por inadaptação do funcionário;
  • Revogação do contrato de trabalho por mútuo acordo.

No caso de funcionários que foram demitidos por justa causa ou compliance, este benefício não costuma ser oferecido.

Cabe também lembrar aqui que não receber o benefício não significa necessariamente falta de merecimento. Muitas vezes a empresa não tem condições financeiras de oferecer o serviço de recolocação profissional a todos os funcionários, selecionando apenas os colaboradores de cargos mais altos para recebê-lo. Muitas empresas incluem em suas políticas de desligamento o programa de recolocação profissional, especificando o perfil elegível, a fim de serem transparentes com seus colaboradores, evitando assim privilégios e exceções.

 

COMO ESCOLHER UMA EMPRESA DE RECOLOCAÇÃO PROFISSIONAL?

O exercício de recolocação profissional exige a atuação de consultores especializados, munidos da experiência e competência necessárias para que possam, de fato, ajudar quem necessita de orientação. Por isso é fundamental ficar atento quando for escolher uma empresa de recolocação profissional. Vão aqui algumas dicas que podem ajudar:

  • Busque referências, pedindo indicação e avaliando quem está à frente da empresa indicada. Tente saber há quanto tempo a consultoria atua no mercado;
  • Veja se a consultoria tem um bom Pergunte sobre o relacionamento da empresa com os headhunters. Veja se ela tem um bom banco de empresas com as quais se relaciona;
  • Compare a precificação versus o serviço oferecido;
  • Avalie se o serviço oferecido é personalizado ou generalista (por exemplo, se as informações são passadas de maneira individualizada ou para grupo de profissionais, mesmo que de empresas distintas);
  • Dê oportunidade para as pequenas e médias empresas de recolocação profissional. Muitas vezes elas são ótimas fornecedoras, que podem encontrar soluções por um preço mais competitivo;
  • Após a contratação do programa, realize um acompanhamento junto ao colaborador desligado, procurando entender se a empresa de recolocação profissional está cobrindo as expectativas do assessorado e entregando o que foi acertado em contrato.

 

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