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Fui desligado da empresa, e agora?

O desligamento é um momento delicado, mas há algumas maneiras de encará-lo que podem ajudar você a passar por essa fase com mais tranquilidade e a conseguir sua recolocação profissional rapidamente.

 

Fui desligado da empresa, e agora? É absolutamente normal sentir-se angustiado, frustrado e preocupado em um momento como este. Mas também é possível ver essa situação por um prisma mais positivo: esse desligamento pode ser o pontapé inicial para uma reviravolta (boa) na carreira, seja impulsionando você a buscar outros sonhos e ambições profissionais, seja com a oportunidade de encarar novos desafios e desenvolver outras habilidades em novos trabalhos.

Segundo Jeffrey Tucker, diretor-editorial do American Institute for Economic Research, ser desligado é uma das melhores coisas que podem acontecer, desde que você saiba enxergar da maneira certa: “Pode ser o início de coisas verdadeiramente positivas. Ser demitido é algo que não apenas irá inspirar você a alcançar novos graus de excelência, como também pode lhe ensinar lições importantes sobre os malefícios de se tornar excessivamente apegado a uma empresa ou mesmo a um roteiro único e pré-definido para a sua carreira.”, afirma Tucker.

 

Fui desligado, e agora? Há luz no fim do túnel! Leia abaixo algumas dicas que podem ajudá-lo a passar por essa fase de maneira mais tranquila e conseguir a recolocação profissional com mais agilidade.

 

#FUI DESLIGADO DA EMPRESA, E AGORA?

DICA 1: BUSQUE PROFISSIONAIS SÉRIOS PARA AUXILIÁ-LO EM SUA RECOLOCAÇÃO PROFISSIONAL

 

Atualmente já é comum que companhias de médio e grande porte contratem empresas de outplacement para assessorar no processo de desligamento (geralmente voltado para cargos de gerência). Esta é a chamada demissão responsável ou demissão humanizada.

Usualmente, esse processo acontece contemplando as seguintes etapas:

 

  • Acolhimento

Todo o planejamento de como será o processo de demissão, da forma mais respeitosa com os envolvidos. (Inclusive, o consultor de recolocação profissional pode ser solicitado a estar presente).

 

  • Aconselhamento de carreira

O profissional demitido é ouvido e é traçado um perfil com suas habilidades e competências, incluindo aspectos que podem ser desenvolvidos, para definir qual rumo seguir.

 

  • Plano de ação

Momento em que o profissional já tem o objetivo profissional definido e desenvolve materiais como um CV atualizado e carta de apresentação, e realiza simulações de entrevistas, além de outros pontos citados abaixo.

 

  • Execução do plano

Por fim, algumas consultorias de recolocação também auxiliam na etapa final, que é a busca ativa por vagas, informando sobre processos seletivos, indicando o RH de companhias, headhunters e consultorias de recrutamento e seleção.

Caso a empresa da qual você está se desligando não ofereça esse serviço internamente, você pode buscá-lo por conta própria. Nós, da Blumen, oferecemos esse serviço, e há muitas outras consultorias sérias no mercado. Procure se informar com amigos ou pessoas conhecidas que já tenham passado por isso, busque referências e recomendações. Como esse processo é muito subjetivo e envolve aspectos emocionais delicados, é muito importante que você seja acompanhado por profissionais responsáveis e realmente especializados.

 

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DICA 2: ATUALIZE SEU CV

 

Depois de colocar as ideias no lugar, é hora de atualizar o currículo. Para algumas pessoas, esse momento pode ser difícil e desafiador, e é preciso ter muito foco e paciência.

Quando fazemos as mesmas atividades por muito tempo, nossas tarefas e funções passam a ser tão óbvias e naturais que não nos damos conta do quanto nós sabemos e de quantas atividades realizamos em nosso dia a dia. Podemos acabar fazendo um resumo muito simplificado das nossas atribuições, que não dá conta de expressar tudo aquilo que desempenhamos. Uma dica é parar para refletir sobre sua rotina e destrinchar cada procedimento e ferramenta que utiliza em suas atribuições.

Depois disso, você também pode fazer uma boa pesquisa de mercado, em veículos especializados, assim como consultar pessoas conhecidas e referências em sua área para saber exatamente como descrever as funções e como nomear suas habilidades. Neste momento é importante saber “dar nome aos bois” e “vender bem o seu peixe”, ou seja, explicar com os termos certos aquilo que você faz, e assim tornar o seu CV mais interessante e atraente aos olhos dos recrutadores.

Como um profissional já com bastante experiência, é natural que o seu currículo seja mais extenso. Mas tome cuidado para não se estender demais: se a possível contratante desejar saber mais sobre você, vai solicitar essas informações adicionais ao longo do processo de seleção.

Certifique-se de que seu CV tenha um layout interessante e de fácil leitura – para isso você pode inclusive buscar o auxílio de um designer profissional – e de que todas as informações estejam corretas, claras, sem erros ortográficos, gramaticais ou de digitação. Mostre seu currículo para pessoas em quem confia e que podem oferecer boas sugestões.

Seguem abaixo alguns itens importantes, que não podem faltar em seu currículo:

  • dados pessoais (cabeçalho):inclua seu nome completo, bairro, cidade e estado onde reside, número(s) de telefone, endereço de e-mail e URL de seu LinkedIn;
  • objetivo profissional: coloque os cargos pretendidos ou área pretendida;
  • sumário: faça um rápido resumo da sua experiência profissional, que deve chamar a atenção para a leitura dos demais itens do seu currículo;
  • principais atividades desenvolvidas: relate as atividades desenvolvidas do seu último emprego para o primeiro;
  • principais projetos e realizações: destaque os projetos que desenvolveu para as empresas por onde passou, quais foram suas contribuições; é importante colocar resultados que estes projetos trouxeram;
  • trajetória profissional/histórico profissional:nomes de empresas, tempo de serviço e cargos devem ser incluídos;
  • formação: coloque seu histórico acadêmico: nome e localização da faculdade/universidade frequentada, bem como período; isto vale também para demais cursos, como pós-graduação e MBA;
  • idiomas: caso fale outro idioma, coloque seu nível de fluência; seja realista com o nível de proficiência;
  • cursos complementares: liste os principais cursos e programas técnicos que você teve nos últimos anos, insira aqueles que geraram certificação; pode incluir cursos que foram ministrados dentro da empresa empregadora;
  • associações:inclua filiações e cargos ocupados em associações profissionais, conselhos e atividades comunitárias que respaldem o objetivo da sua carreira profissional;
  • informações adicionais: pode ser interessante incluir atividades de voluntariado, caso esteja engajado em algum.

 

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DICA 3: CRIE UM PERFIL CAMPEÃO NO LINKEDIN E ATUE NA REDE PARA SER ENCONTRADO POR RECRUTADORES

 

Depois de criar um CV atualizado e completo, o próximo passo é atualizar seu perfil em sites de vagas e redes sociais voltadas para o mundo corporativo – a maior delas é o LinkedIn. Também vale lembrar que cada profissão tem suas próprias redes, por exemplo, para designers e publicitários, o Behance também é muito importante.

Mas vamos focar aqui no LinkedIn. Quanto mais seu perfil estiver completo e atualizado, e quanto mais ativo você for na rede, maiores a chance de surgir dali alguma oportunidade de recolocação.

Como já falamos em um artigo especial sobre o LinkedIn, para saber se o seu perfil tem um bom potencial para atingir resultados, existe um medidor, chamado SSI, que significa Social Selling Index. Trata-se de um índice que mostra se seu perfil “vende” você socialmente na rede.

O SSI é medido com base em quatro eixos principais, cada um valendo 25%. Atingindo a nota máxima em cada pilar, você tem um perfil chegando a 100% e as chances de ser encontrado só aumentam. Os eixos são os seguintes:

  • tenha sua própria marca profissional: para isso, tenha seu perfil completo, publique conteúdo relevante e inovador e faça interações com outros usuários;
  • seja um bom buscador: localize as empresas e as pessoas certas, crie uma rede e trabalhe expandindo-a sempre;
  • seja um criador ativo: estabeleça uma imagem confiável e generosa, criando conteúdo e oferecendo aos outros, postando em grupos, sugerindo ideias, compartilhando; o LinkedIn não é apenas uma vitrine estanque; é um solo fértil, mas é preciso semear para colher depois;
  • cultive relacionamentos: interaja e conecte-se a pessoas, focando em contatos realmente relevantes.

 

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DICA 4: CADASTRE-SE EM SITES DE VAGAS

 

Depois de atualizar o LinkedIn, obtendo um perfil campeão, há inúmeros sites de vagas em que você pode se cadastrar. Cada um oferece uma interface um pouco diferente, mas a lógica é basicamente sempre a mesma: você precisa preencher todos os campos, primeiro com seus dados, depois experiências e formações.

É preciso ter paciência, pois preencher tudo isso leva um tempo e às vezes demora até entendermos o funcionamento de cada site, mas quanto mais completo seu perfil nesses sites estiver, maior a chance de alguma vaga de fato pertinente chegar até você.

Em alguns desses sites, é possível escrever alguns parágrafos de texto, como uma mini carta de apresentação, mas isso pode ser alterado a cada vez que você se candidata a uma vaga. Então você pode aproveitar para em cada vaga escrever algo que se encaixe mais com o perfil da empresa que está recrutando ou da posição que está pleiteando.

Atenção aos dados que você cadastra e às categorias que você seleciona, pois é isso que vai direcionar você para as vagas corretas. E atenção ao spam, pois às vezes as respostas das empresas podem se perder no seu e-mail.

 

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DICA 5: FAÇA UMA CARTA DE APRESENTAÇÃO

 

A carta de apresentação dá conta dos aspectos mais subjetivos ou das informações mais longas e detalhadas que não cabem no CV. É importante que ela seja sincera, direta e clara.

Nesse texto, você deve ser transparente e objetivo, ressaltando os seus pontos fortes. Já nas primeiras linhas, atraia o recrutador, falando de suas formações e realizações no cargo anterior. Ao longo deste breve histórico, mostre porque você é a pessoa certa para ocupar o cargo. Finalize a carta salientando a sua disposição em ocupar a vaga e solicite ao recrutador que entre em contato para uma entrevista. Utilize uma frase como: “Fico à disposição para uma entrevista pessoal a fim de detalhar minhas experiências.”.

Só atente-se para que a carta seja adequada para cada empresa em que pretende trabalhar. Uma carta muito informal e pessoal, provavelmente, não cairia bem em uma empresa mais tradicional. Também não exagere no tamanho, pois “o tiro pode sair pela culatra”: da mesma forma que a carta pode ser o diferencial para chamar a atenção dos recrutadores, se você se “enrolar”, ela pode acabar se tornando um critério de eliminação.

 

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DICA 6: DEDIQUE-SE À PROCURA CRIANDO UMA ROTINA

 

O processo de buscar trabalho é cansativo e pode ser emocionalmente frustrante. Mas a única maneira de ter sucesso nessa empreitada é não desanimando e criando uma rotina. É importante que você se dedique à procura como se estivesse trabalhando mesmo. Procure todos os dias, crie um roteiro de sites pelos quais passa diariamente, (com muita atenção, pois as vagas se atualizam constantemente), e quanto mais rápido você for, mais probabilidade tem de conseguir ser lido: as chances de sua candidatura a uma vaga que está aberta há um mês ser percebida pelo recrutador são pequenas, enquanto que se você for um dos primeiros a se candidatar, são altas.

Outro caminho é entrando em contato diretamente com as empresas de seu interesse, independentemente dos sites de vagas. Às vezes, as companhias têm vagas em aberto que ainda não divulgaram nas redes, e você pode aparecer no momento certo.

Entre em contato também com as empresas que estão anunciando as vagas. Apenas aplicar nos sites pode ser uma “loteria.” Tente de alguma forma localizar o responsável no RH pela vaga e demonstre interesse encaminhando para o e-mail dele o seu currículo e demais informações.

 

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DICA 7: ATIVE A SUA REDE DE RELACIONAMENTOS (NETWORKING);

 

Não há constrangimento algum em ter sido desligado: praticamente todo mundo já passou ou vai passar por isso algum dia. E se você não contar para sua rede de contatos que está buscando recolocação profissional, ninguém ficará sabendo.

O networking é a prova de que tudo que é humano é mais gentil, e muitas vezes mais eficaz do que máquinas, podendo fazer a diferença: entrando em contato com a pessoa certa, que tem estima por você, aumentam as suas chances de conseguir receber uma atenção especial na hora de ter seu CV recebido e analisado.

Conforme artigo publicado no site da Endeavor, organização de empreendedorismo, “para desenvolver e gerenciar uma boa rede de contatos profissionais, não funciona entrar em um jogo de número de interações. Para ser memorável, preocupe-se em escutar e focar sua atenção em pessoas em quem você vê potencial de relacionamento futuro”.

O texto também sugere que no momento de conhecer novos potenciais contatos de trabalho, você se interesse pela outra pessoa e pergunte mais sobre ela do que fale de si mesmo. “Demonstrar interesse e construir uma conversa é essencial e pode revelar mais sobre oportunidades de crescimento que poderão ser aproveitadas futuramente”.

Veja mais algumas dicas de networking da consultora associada da Blumen, Liane B. Holzhacker:

  • marque, sempre que possível, um contato pessoal e formal;
  • troque ideias sobre a sua área, o mercado de trabalho e suas oportunidades;
  • solicite ajuda para o seu processo de busca: indicação de novos contatos e novas possibilidades de troca são muito bem-vindas;
  • tenha sempre em mãos o seu curriculum vitae atualizado e também cartões de visita pessoal;
  • use o contato direto, pois isto ampliará as suas possibilidades de ser lembrado e de se vender mais efetivamente;
  • nunca fale de forma literal que você quer um emprego: “Você tem uma vaga?”

 

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DICA 8: CUIDE DA SUA APARÊNCIA PARA AS ENTREVISTAS

 

Você foi chamado para uma entrevista. Agora é fundamental caprichar no visual. O que queremos dizer com isso, em jargão corporativo, é que você precisa entender qual é o dress code adequado para a empresa em que quer trabalhar, ou seja, o “código de vestimenta”, que combina com a cultura organizacional do seu possível futuro trabalho.

Há um conjunto de regras e condutas acerca das roupas apropriadas para cada ocasião, e na hora das entrevistas não é diferente. Mesmo com a flexibilização dentro das organizações, que derrubou certos tabus e expandiu as possibilidades de como se vestir, ainda há certo tipo de norma. Para não errar, você precisa entender qual é o espírito da empresa: numa empresa mais moderna, como uma startup ou uma agência de publicidade, talvez você possa ir mais informal, de jeans, por exemplo. Já numa empresa mais tradicional, uma roupa social talvez seja a melhor seleção.

Como já dissemos em um artigo sobre esse tema, sugerimos que você faça uma pesquisa prévia à entrevista sobre o perfil da empresa visada, para não causar uma má impressão. Caso você não encontre oficialmente essas informações em nenhum lugar, uma alternativa é fazer uma busca nas imagens do site ou das redes sociais da organização, e tentar traçar um perfil da vestimenta dos funcionários. Pelas fotos já é possível entender um pouco como é o ambiente e o que é adequado vestir.

Você tem outras dicas para dar sobre o processo de recolocação profissional? Compartilhe com a gente no campo de comentários.

 

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